Mostrando postagens com marcador Euclides da Cunha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Euclides da Cunha. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Em Duque de Caxias, encerra-se o primeira etapa das Caravanas Euclidianas



Terminamos o primeiro tempo das Caravanas.

Das doze paradas, realizamos seis.

Deixamos novidades e reflexões e levamos conosco

novos amigos, novas perspectivas.


Euclides da Cunha em Caxias no Youtube.

Clique aqui e Assista!


Aliás, um Novo Olhar é um aspecto que vem se

apresentando como uma constante em nossos

trabalhos. Nas avaliações, os participantes das

Caravanas com frequência mencionam essa surpresa

de re-ver o conhecido através dos olhos de Euclides,

do olhar que Euclides ensinou...

Fomos recebidos no Instituto Histórico da Câmara

Municipal de Caxias e conhecemos o dedicado trabalho

de preservação da memória local.

Uma camiseta feita especialmente para nossa passagem

nos deixou alegremente surpresos! A equipe do

Professor Augusto, e por equipe consideramos a rede

de professores que batalham com ele nas lutas locais,

nos acolheu com muito carinho.

A inauguração da exposição aconteceu no Instituto de

Educação Roberto Silveira, no bairro 25 de Agosto.

Nosso cantor Edeor, acompanhado por um atabaque

de candomblé, ficou encantado com a distribuição da

letra do samba "Os Sertões", de sua autoria, para os

presentes. Ideia do Augusto!

Em seguida, chegou a hora da apresentação do filme

A Paz é Dourada. É sempre tão bom rever nosso saudoso

Grande-Othelo...

No sábado fomos para o Instituto São Bento no bairro

São Bento onde aconteceram as Oficinas - primeiro com

Regina Abreu, a oficina sobre Euclides e seu livro

Os Sertões, e depois com Maria Luiza Aboim em sua

Introdução à Linguagem Audiovisual onde apresentamos

os encantadores primeiros filmes da história do cinema.

Para filmar, documentar, ela recomenda amor ao cinema,

reflexão e cara-de-pau!


Maria Luiza Aboim preparando a Bolsa-Cultura


Na parte da tarde, depois de preparar um roteiro de

trabalho, fomos em três grupos em busca da Terra, do

Homem e de Lutas do município de Caxias... Sambaquis,

areas de invasão, entrevistas com artistas e sindicalistas,

um precioso morro - ultimo vestígio de Mata Atlântica

preservada do municipio, a intessantíssima área do São

Bento.

Maria Luiza saiu com seu grupo conhecer e documentar

aquela parte da " Terra" de Caxias, a área do Museu Vivo

do São Bento, um complexo de edificações históricas em

torno da capela e do casarão que pertencem à Igreja

Católica e que inclui um sítio histórico de sambaquis.

Documentamos os andaimes e o esforço de não se

deixar ruírem aquelas magníficas construções históricas.



O grupo de Regina documentou o " Homem", e, nesse

sábado em que Noilton não podia estar conosco, o

câmera Sergião e seu grupo foram à "Luta" com apoio

da estagiária Roberta e do José com o steady-cam do

Laboratório de Memória e Imagem da UNIRIO. Um luxo!



Grandes Parceiros: Edeor de Paula e, ao seu lado,
nosso câmera Sergião
.

Câmera na mão das meninas. Desta vez eram todas

futuras professoras - a elas principalmente se dedica

este esforço - àquelas que vão transmitir aos

alunos o amor ao conhecimento,

à memória.

Sentiremos falta das descobertas, das cidades

onde estivemos. Em agosto, porém, as Caravanas

Euclidianas ganham novamente a estrada.

Obrigada, Caxias!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Oswald de Andrade abre as portas para Euclides da Cunha



Estamos no quinto capítulo de nossa jornada. Muitas
histórias pra partilhar.
Histórias de viagens, de encanto, de emoção. As
Caravanas Euclidianas nos surpreendem a cada novo
encontro nas escolas.
Nos dias 21 e 22 de maio, foi o CIEP Oswald de Andrade, em
São João de Meriti, que recebeu de portas abertas as nossas
Caravanas. A convite da assessoria de imprensa das Caravanas,
a TV Futura estava lá, documentando nossa visita.
No primeiro dia, a meninada fez a primeira descoberta:
o samba-enredo "Os Sertões", de nosso querido Edeor de
Paula.
No final, todos já estavam cantando juntos.
Depois, o filme " A Paz é Dourada", de Noilton Nunes, foi exibido
e...mais descobertas.
Quem ministrou a oficina, no dia 22, foi um dos parceiros que
as Caravanas encontrou em suas veredas, o professor Augusto.
Grande estudioso da memória da Baixada Fluminense, sua
participação tem sido valiosa. Imensurável.


Professor Augusto, com a mesma dedicação que o move nas salas
de aula dia a dia, explica sobre a vida e obra de Euclides da Cunha
aos participantes da Oficina.



E os alunos, atentos, ouvem o professor Augusto.

Veja as Caravanas Euclidianas em São João de Meriti

A equipe das Caravanas esperava a chegada de três escolas.
Delas, infelizmente duas não puderam comparecer.
De toda maneira, no dia da Oficina foi hora de reunir
os participantes e ir para campo, documentar o Homem,
a Terra e a Luta de São João de Meriti.


Ao melhor estilo "uma câmera na mão e uma ideia na cabeça",
durante as oficinas os alunos vão a campo para mostrar o que
conhecem de sua cidade. E redescobri-la.


São João de Meriti tem uma história dividida. Ao mesmo
tempo que carrega a alcunha de "formigueiro da América
Latina", por ter a maior densidade demográfica e a menor
área verde por habitante, foi refúgio de João Cândido, o almirante
negro da canção "Mestre-Sala dos Mares", de João Bosco.
O Almirante foi líder inconteste da Revolta da Chibata e conseguiu
libertar marinheiros dos castigos corporais violentos que se aplicavam
na época (1910). Sua família vive até hoje lá.
E não é só de João Cândido que vive a São João. Ainda hoje há
personagens que lutam por seu espaço na cidade. Carol, cabeleireira,
faz incríveis desenhos nos cabelos. Seu trabalho encanta, também,
a Zona Sul do Rio de Janeiro. Às terças-feiras, Carol promove as Terças
Culturais e propaga o orgulho da identidade negra.


A arte da cabeleireira Carol.

Carol, os professores e os alunos de São João de Meriti que
participaram das Caravanas Euclidianas vão nos deixar
com muitas saudades.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Teresópolis, "terra de luz e de amor", recebe as Caravanas Euclidianas



Teresópolis, "cidade de Teresa", e que de Teresa -
dizem - nunca foi, nos dias 14 e 15 de maio foi do
grupo participante das Caravanas Euclidianas,
que aconteceram na Casa de Cultura (sexta-feira)
e no Colégio Estadual Euclydes da Cunha (sábado).
No primeiro dia, a chegada das Caravanas, abertura
da Exposição -ecologicamente impressa em tecido
de algodão! - o filme sobre a vida de Euclides
dirigido por Noilton Nunes seguido de debates sobre
o escritor que desvendou o Brasil, e para fechar a
noite o samba-enredo "Os Sertões", com nosso Edeor
de Paula, seguido da banda do Colégio e de um super
coquetel, oferecido pela escola Euclydes da Cunha.

Veja as Caravanas Euclidianas em Teresópolis. Clique aqui!

No segundo dia, ao som da Banda Marcial
que ensaiava no pátio da escola, quem desvendou a
cidade foram os alunos e professores que participaram
das oficinas. Cada grupo trouxe sua experiência de ter ido a
campo explorar e documentar em audovisual os temas
propostos pelos organizadores das Caravanas.
Havia teresopolitano muito contente por constatar,
depois da oficina, que não conhecia tão bem sua própria
cidade. É bom (re)descobrir o lugar onde a gente mora.

E as Caravanas em Teresópolis continuam...clique aqui!

Nossos grandes parceiros, é claro, estavam lá. O professor
Augusto, de Caxias , que nos ajuda a reunir os professores
dinamizadores a cada canto que as Caravanas passam;
e o professor Nilson, que se tornou, depois de Queimados,
um amigo das Caravanas. Participa ativamente de todos
os nossos encontros, contando sua história e a de seu povo.


Os participantes das oficinas ouvem, atentos, Noilton Nunes

As Caravanas abrem espaço para a reflexão.
Os alunos, visivelmente encantados, deixam a
emoção falar mais alto na hora de contar aos colegas
a sua opinião sobre o acontecimento.
Com um exemplar de "Os Sertões", cada um deles
prometeu ler (ou reler) com outros olhos.
Regina Abreu desafia: quem achar interessante, pode
desenvolver um texto sobre o que viu em sua cidade
durante a oficina e experimentar esse trabalho de
escritor-documentarista-historiador-antropólogo-
engenheiro-jornalista que Euclides desempenhou.


Professora Regina Abreu, que leva nas Caravanas sua paixão
por Euclides da Cunha


Delmo Ferreira, coordenador de eventos do
Colégio Estadual, apregoa: "O professor do quadro e
do giz morreu". É preciso ter dinamismo, trazer outras
formas de ensinar para enriquecer a sala de aula.
E Regina completa, dizendo que o aluno desinteressado
que senta na última fileira de cadeiras está também
dando lugar a um outro, mais questionador,
mais participativo e, sobretudo, mais ávido de saber.


Em primeiro plano, Delmo Ferreira:
"O professor do quadro e do giz morreu".


As Caravanas Euclidianas uniram Teresópolis.

Próxima parada: São João de Meriti

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Descobrindo Queimados













É certo que, por onde as Caravanas passam, levam a vida e obra do escritor Euclides da Cunha. Há novidades, curiosidades, reflexões e estudos.
Mas é bem certo também que, dos dias 16 e 17 de abril, as Caravanas trouxeram muita história pra contar.


Clique aqui e veja as Caravanas Euclidianas em Queimados


Fomos recebidos pelo Professor Nilson, pela Valéria, Célia, Selma e pelo bravo Roberto, administrador do belo e confortável auditório do Teatro Escola Marlice da Cunha, onde as Caravanas se apresentaram aos presentes.




















Professor Nilson, certamente um dos grandes parceiros
que encontramos em nossas veredas





















Cartazes produzidos pela Prefeitura de Queimados e espalhados
pela cidade nas vésperas do evento


Lembram-se de Edeor de Paula, autor do samba “Os Sertões”, que esteve conosco no Santa Marta? Pois é. Lá estava ele novamente, emocionando o público com sua voz firme e afinada. A cara da cidade.
Auditório lotado, alunos e professores entusiasmados. Para alimentar o corpo, um coquetel saboroso. E para alimentar a alma, conhecimento. A bolsa cultura foi entregue pela professora Regina. Uma maravilha.















A Bolsa Cultura foi entregue aos professores pela professora
Regina Abreu, com seu livro "Enigma dos Sertões", o Kit do Professor e o livro "Os Sertões". Cada aluno participante da Oficina recebeu
uma cópia do livro "Os Sertões".


No dia seguinte, as Oficinas. Os alunos e professores participantes se distribuiram em três grupos, como na divisão em capítulos do livro "Os Sertões": o Homem, a Terra e a Luta. O primeiro, documentou a cidade com Regina Abreu. O segundo, explorou a terra com Maria Luiza Aboim. E o terceiro foi com Noilton Nunes gravar um pouco sobre a história de luta da rádio comunitária da cidade, "Novos Rumos". Parece que a emancipação de Nova Iguaçu deve muito a esta rádio.

O capítulo de Queimados, assim como a obra de Euclides da Cunha, entrou pra história das Caravanas.
Próxima parada: Maré.